Como ilustrações autorais podem garantir uma renda extra

Antes, bem antes, de me demitir como designer, preciso voltar no tempo para contar um história que aconteceu no ano de 2014.

Era o primeiro ano de operação da Elemento, e como um bom empreendedor, estudei bastante, busquei soluções e oportunidades para começar a gerar dinheiro com trabalhos autorais e não aprovados.

Nesse período foi quando realizei um grande número de trabalhos autorais, e vou lhe contar hoje o desenvolvimento de um dos mais legais.

Mas, para lhe deixar tudo mais contextualizado, explicarei de onde veio a ideia e qual foi a motivação dessa mandala.

Antes de mais nada preciso deixar claro que toda peça de conteúdo é transformadora, seja pelas possibilidades que ela abre para o seu negócio ou pela oportunidade de feedbacks que você pode receber.

Pensando nisso, revistei alguns arquivos em meu computador. Nesse processo me deparei com ilustrações que desenvolvi de forma totalmente autoral no ano de 2014.

Contarei aqui uma história de como transformei essas “artes” em produtos com potenciais para me gerar uma renda passiva.

 

De onde vieram essas ilustrações?

Como não sou um ilustrador profissional, nunca tive um largo índice de produção desse tipo de material, no entanto sempre me encantou levar isso como hobby.

Foram alguns bons anos e (vários) Reais envolvidos para melhorar meu conhecimento nessa área.

No ano de 2014, navegando pelo Behance tive o prazer de me deparar com o trabalho de um ilustrador norte-americano chamado Palehorse.

Sua forma de ilustrar era incrível, e emulava os estilos de tatuagens orientais que eu tanto admirava.

Dediquei algum tempo no estudo dessa técnica, em vários tutoriais. Tentei por conta-própria e na mesma proporção que eu tentei, falhei. Não gostava do resultado, sempre; chame de perfeccionismo se quiser.

Cheguei a culpar ferramentas – tablets e softwares – pelo meu desempenho ruim nessas tentativas. Até que no mês de Junho daquele ano, descobri uma plataforma de cursos online chamado Skillshare.

Sabe o que de melhor essa plataforma estava oferecendo? Curso online, de diversos segmentos, mas um em especial; o de ilustração com o Palehorse.

 

Não pensei duas vezes, me inscrevi.

 

Participei piamente das aulas, vi cada vídeo de forma a repeti-lo inúmeras vezes para pegar cada detalhe. Configurei meus brushes, meu painel no photoshop, tudo que precisava.

Eis que chegou a hora da tarefa. Deveria desenvolver uma mandala.

 

Algumas pessoas já haviam participado do curso, e já pude ver na galeria de trabalhos, algumas peças incríveis para me inspirar. Foram vários “tapas na cara”, e foram com luvas de aço, mas mesmo assim me arrisquei.

O primeiro esboço, bem, foi esse aqui.

esboço mandala skillshare palehorse class design mandala

 

A verdade é que até então, estava trabalhando sem um direcionamento. Parei e pensei, dei um significado para a mandala que deveria desenvolver.

 

A mandala elemental (entendeu?!).

 

O que eram essas ilustrações?

No início, tive ótimos feedbacks do próprio Palehorse.

chris parks palehorse feedback skillshare design a mandala class

Então busquei referências do que eu precisava, criei um board no Pinterest e fui caçando as melhores referências de tatuagens japonesas e também alguns trabalhos em ukyio-e. Seja feitos com tebori ou com máquina.

O que me interessava era a linha estilística.

Ralei, reproduzi, apaguei e fiz de novo, e de novo…até chegar ao ponto em que acreditei que estava ficando bom. Foi então que marchei em direção ao ponto que eu queria.

 

Vale lembrar, não usei lápis e papel nesse exercício. Fiz tudo direto na minha tablet Wacom Intuos Pro.

 

Então fui avançando os módulos. Conforme aprendia uma nova solução, ficava mais empolgado.

Colocar em prática além das técnicas de desenho, precisava entender de simetria, proporção e repetição de itens no layout.

O projeto foi realmente desafiador.

Para o projeto passamos por três fases distintas: Esboço, linework e colorização. Esse foi o resultado de cada etapa.

Após a finalização do projeto, fiquei muito empolgado por ter aprendido o processo que tanto me interessava.

O resultado desses exercícios foram esses.

mandala_final

Agora que estava com elas prontas, me perguntei: O que fazer com isso?

O que aconteceu após isso, foi que em meu sketchbook existia uma ilustração de uma Carpa que pretendia finalizar nesse estilo.

 

Por que virou um shape?

Como já falei por aqui, existem plataformas que podemos subir nossos projetos e aplicá-los em produtos, que são produzidos sobre demanda.

Decidi então seguir em frente e subir essas artes para o Zazzle e comercializa-las como shape de skates.

O resultado foi esse aqui.

 

 

Inclusive quando recebi a primeira peça, postei em meu Instagram.

 

 

Conclusão

Não é porque temos um trabalho autoral que não podemos buscar uma forma de remuneração.

Uma das grandes facilidades de se trabalhar como designer, é a opção de ter um tripé financeiro – ensinando, produzindo conteúdo e vendendo produtos – que pode ajudar bastante a gerar uma renda passiva e garantir o desenvolvimento sustentável de seu negócio.

Quais as estratégias você tem adotado para garantir uma renda extra?

By | 2018-05-24T20:48:46+00:00 outubro 6th, 2016|Design, Estudos de Caso, Marketing, Miscelânia|0 Comments

About the Author:

Business = Hustler, Designer = Hipster. CEO da Agência Elemento, um cara que ama conteúdo, aprendizado e New York City.