Personal Branding: Faça sua marca pessoal se destacar

Já ouviu falar de personal branding?

Branding, Branded Content, Brand Equity e dentre esse conjuntos de variações de termos sofisticados voltados para gerenciamento e mensuração de marcas surge o tal do Personal Branding. Talvez nem seja algo tão novo assim. Afinal, quem – no mercado de comunicação – nunca ouviu falar no famoso “Marketing Pessoal”?

Num breve resumo superficial, o Personal Branding, é a consolidação de uma interpretação da imagem de uma pessoa tal como se fosse uma marca. E, relembrando o Marketing Pessoal, essa interpretação está a associada a forma como essa pessoa – ou profissional – se comunica, difunde suas ideias e o jeito como se destaca dos demais.

Como dito anteriormente, o Personal Branding está estritamente ligado com a ideia de considerar uma pessoa – e fazer com que se torne – tal qual uma marca.

Tom Peters conceitua o Personal Branding afirmando que se trata de pessoas comercializando a si mesmas e suas carreiras enquanto marcas. Você já deve ter visto os famosos digital influencers por aí, certo?

É importante ressaltarmos o prisma mercadológico e considerar os aspectos de comunicação e Marketing. Uma marca (seja ela uma pessoa, como é o caso aqui), pode ser gerenciada estrategicamente. Assim é possível obter resultados pré-determinados.

Numa síntese rasa, poderíamos ainda dizer que personal branding é adequação de uma pessoa traduzida em uma persona, uma espécie de personagem, pré-estabelecido de acordo com um propósito e voltado a se destacar de determinada forma em meios específicos.

 

Destacar-se entre os demais e criar uma identidade tal qual uma marca é um dos objetivos das estratégias de personal branding.

 

Assim, uma marca pessoal bem gerenciada pode facilitar a prospecção de novas oportunidades, bem como fixar aquele profissional como referência em determinado assunto. Para tanto, é importante ter em vista a forma de gerenciar essa percepção no mercado profissional e social.

 

Personal Branding e Redes Sociais

De uns tempos pra cá, muitos profissionais começaram a se inserir no mundo online, passando a utilizar técnicas e ferramentas disponíveis para que sua marca pessoal fosse estabelecida de forma positiva. E, obviamente, no mundo moderno, não poderíamos deixar de ter em vista que as redes sociais são ferramentas imprescindíveis para propagação de qualquer ideia, marca ou – por que não? – pessoa.

Redes sociais como Instagram, LinkedIn, Facebook, Pinterest, dentre várias outras, tornaram-se mídias de exposição contínua, flexível e propensas à personalização. Essas redes proporcionam métodos de exibir “currículos” online que podem ser acessados pelo público a qualquer momento. Vale ressaltar ainda que podem ser atualizados pelo usuário em tempo real, disponibilizando aquela informação para todos os seus contatos.

Aqui na Elemento a gente gosta muito do about.me, que é uma espécie de “hotsite” pessoal no qual você coloca um breve resumo sobre você e consegue vincular todas suas redes sociais nele.

 

About.me - Uma rede social que pode vincular todas suas redes.

O About.me é um canal online onde você pode “linkar” todas suas redes sociais numa página simples e serve como um cartão de visita online.

Ainda considerando as novas ferramentas online para gerenciamento de marca pessoal, podemos citar os buscadores, uma vez que é possível com uma boa indexação ser encontrado por meio de palavras-chave, desde que bem selecionadas. Assim, fotógrafos, advogados, dentistas, dentre várias profissões atreladas ao nome, passam a ter uma nova forma de aperfeiçoar seu Personal Branding e tornar-se referência em determinado nicho.

Antes de dar o start na implementação da sua estratégia de Personal Branding, é bom que tenha em mente que uma boa reputação online e o sucesso de uma marca (incluindo as marcas pessoais) não ocorrem de uma hora para a outra. São necessários constantes esforços aliados ao gerenciamento de conteúdo relevante e condizente com o nicho ao qual se propõe a estar inserido.

Uma notícia, uma curiosidade, divulgação do último curso realizado, um novo emprego, algumas cenas do dia-a-dia, podem estar entre o conteúdo publicado, mostrando assim constante engajamento com o assunto.

Mas a marca pessoal não se resume essencialmente ao seu emprego ou profissão. Seu cotidiano enquanto pessoa comum também fala muito sobre suas preferências, valores, aventuras, relação familiar e com os amigos, etc.

Agora você deve pensar: Nossa isso é muito Black Mirror!

Sim, é. E se você não entendeu a referência, recomendamos o episódio Queda Livre – ou Nosedive, no título original – da primeira temporada do icônico seriado da Netflix, Black Mirror. É meio desesperador imaginar que estamos caminhando para um formato parecido, mas é importante para a reflexão sobre a percepção das pessoas conforme suas redes sociais.  Em outras palavras, os usuários das redes criam uma imagem sobre você de acordo com aquilo que é projetado.

Black Mirror - Episódio Queda Livre.

A forma como as pessoas avaliam umas às outras nas redes sociais de acordo com a imagem que projetam e a prospecção de oportunidades em função da reputação são temas centrais do episódio Queda Livre, em Black Mirror.

Ou seja, a construção de sua marca pessoal se dá com a forma como se vê unido à maneira como as pessoas te enxergam. E essa dinâmica deve estar sempre fresca em sua memória caso tenha o real propósito de criar e implementar uma verdadeira estratégia de personal branding.

Sua marca pessoal é a interseção entre como você se enxerga e como você é visto.

Entender que sua marca pessoal é uma resultante de como você se enxerga e como as pessoas  te vêem é um dos pontos mais importantes do personal branding.

Ok, acho que já entendi. Como começo?

Uma vez que você tenha em vista o aspecto macro em torno do gerenciamento da sua imagem, vamos à algumas considerações que consideramos importantes pra quem quer entender de forma mais prática como planejar e implementar uma estratégia voltada para personal branding.

Obviamente, o que listamos aqui são dicas baseadas em pesquisas, artigos e conversas com profissionais da área, o que significa que há muito desse universo a ser estudado. Esperamos que com a síntese aqui proposta você possa pelo menos vislumbrar algumas ideias iniciais e buscar novas referências que complementem o conteúdo.

Quem você é e quem você quer ser?

É importante lembrar que a imagem projetada é que consolidará a percepção que deseja. Por isso, faz-se necessário que você elabore uma pauta de assuntos condizentes com os assuntos nos quais  queira se tornar referência.

Algumas perguntas devem sempre ser respondidas durante a execução da sua estratégia de conteúdo, como: como quero ser percebido? Quais os conteúdos que irei publicar? Em quais mídias eu possuo maior penetração e leque de contatos? Quero ser visto para conseguir um emprego ou quero ser visto para me tornar um influenciador?

Seu contexto, cenário ou nicho: Delimite.

Demarque um tema que você realmente gosta e tenha propriedade em falar a respeito, ainda que seja como opinião. Afinal, você não é obrigado a começar como um expert (e você ficaria surpreso com os inúmeros digital influencers que não são experts). Delimitando o tema você passa a adquirir uma reputação online positiva, sendo lembrado quando determinados assuntos vierem à tona.

Talvez você queira ser visto como uma espécie de crítico de cinema, e assim seus amigos e conhecidos vão lembrar de você quando quiserem saber a respeito de um filme, se vale a pena vê-lo no cinema, etc.

Lembre-se: opiniões políticas, artísticas, exposição de hobbies, dentre outras atividades interferem muito na interpretação que o público fará ao seu respeito. O que nos remete ao próximo tópico.

Cuidado com polêmicas.

Estamos numa época de reciclagem de valores culturais e de sensibilidade aflorada. Sempre pense muito bem antes de se posicionar diante de um assunto polêmico.

Se você possui o propósito de tornar sua marca pessoal bem vista e bem quista, entenda que uma simples opinião pode gerar problemas, mas se bem colocada, pode também criar engajamento com o público no qual você quer se inserir e ser reconhecido.

Temas como legalização do aborto, pena de morte, religiões, partidos e estratégias políticas, menoridade penal, gente pelada em museu, dentre outros, devem ser avaliados com bastante senso crítico, empatia pelo seu público, cautela e discernimento. Mas se você ainda assim preferir arriscar um posicionamento diante de gregos e troianos lembre-se: diplomacia é a chave.

Promova-se.

É importante lembrar que não se trata apenas de estar nas redes, é fundamental transmitir uma mensagem que venda – argumente – suas virtudes, destacando os diferenciais que você tem.

Cuidado com a forma com a qual você irá introduzir seu conteúdo.

Cuidado como vai introduzir as coisas.

Sabe aquele cara chato, que posta incessantemente a opinião dele de forma impositiva, frequente e que nas dez postagens diárias ele não consegue nem 2 likes?

Não seja ele. Por favor. Afinal, com o tempo, se você ficar tentando enfiar goela abaixo o que você pensa ou quer dizer, de forma desmoderada, poderá acabar criando uma resistência por parte dos seus contatos já conquistados e ainda evitar que um novo networking seja construído.

Se você tem amigos íntimos e bem sinceros, não custa nada perguntar a eles se você postou algo que possa ter sido ofensivo ou se você está projetando uma imagem ruim. Na verdade, talvez eles sejam os primeiros que possam te dar um feedback qualificado sobre sua estratégia de personal branding.

E há profissionais especializados no segmento de Personal Branding?  

Sim, há. A exemplo disso gostamos de citar a Persona Agency, voltada exclusivamente para o gerenciamento de marcas pessoais. Nela você encontra profissionais que estudam desde aspectos visuais e comportamentais até a imagem percebida online. Tudo feito baseado nos objetivos do cliente e na imagem que deseja projetar.

Se quiser saber mais é só clicar aqui e entender como esses serviços funcionam.

Conclusão

Por fim, o Personal Branding possibilita o rompimento de padrões que o mercado está – ou estava – habituado a ver. Com um mundo de possibilidades e transmissão de ideias e valores, podemos, com a gestão adequada, facilitar a comunicação dos profissionais atuais de forma a facilitar que sejam encontrados de acordo com seu propósito.

Indo além do aspecto profissional, a gestão adequada da marca pessoal permite que qualquer pessoa possa se tornar referência num determinado assunto da qual esteja apropriada. Assim temos hoje a diversa gama de formadores de opinião e influenciadores digitais. Muitos deles surgem com uma simples postagem, como uma dica de remoção de tinta ou a opinião sobre uma nova marca de cerveja.

Dica de Leitura

Aqui na Elemento nós temos um livro bem bacana que fala sobre o tema de forma ampla e de leitura fácil chamado Personal Branding – Construindo sua Marca Pessoal, de Arthur Bender.

É uma obra bem bacana para quem quer se especializar no assunto e adquirir insights. Com ainda mais dicas sobre como gerir sua marca pessoal, tanto dentro, quanto fora das redes sociais.

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By |2018-02-13T11:14:05+00:00janeiro 29th, 2018|Business, Empreendedorismo, Marketing|0 Comments

About the Author:

Publicitário que teve a sorte de encontrar paixão em seu trabalho, divertindo-se com cada novo job. Apaixonado por ideias absurdas, branding, cerveja e rock'n'roll, procura inspiração em diversos ritmos, culturas e - algumas vezes - no fundo de uma xícara de café. Embora os boletos o impulsionem pra caramba de vez em quando.