Dicas preciosas e práticas para seu processo de criação

Como designer gráfico ou diretor de arte ou profissional que trabalha com criação gráfica, existem alguns passos técnicos que podem fazer diferença em nosso dia-a-dia. Entre rafes, jobs e sessões de brainstorm organização é mais do que importante. E se eu te contar que nós da Elemento separamos algumas dicas práticas para ajudar o seu processo de criação?

 

Pois bem, separamos algumas dicas que já experimentamos na nossa rotina. Vamos à elas:

 

1. Faça rafes

Conhecido como rafe, rough, sketch, rascunho, rabisco; enfim, aprenda a organizar suas ideias através dele. Nada melhor para tirar a ideia da sua cabeça e apresentar para seu dupla, por exemplo. É certo que, após isso a ideia sofrerá alterações e o resultado final será bem diferente do que você expôs no rafe inicial. Mas pense na vantagem, antes alterar com rafes e chegar à um resultado final satisfatório e perfeito, do que  trabalhar sem rafe – um rafe ruim – e ter que trabalhar alterações no material final.

 

2. Aprenda a usar o lápis azul

Ainda sobre a relação de rascunhos e possibilidades de apresentação de ideias, um truque que aprendi com ilustradores experientes e que mudou muito meu modo de trabalhar é o uso do lápis azul. Utilizar o grafite azul ou lápis azul em seus rafes, facilita o trabalho de linework, além de facilitar na finalização do arquivo deixando em uma camada separada. Lembrem-se que, o lápis azul é mais básico que o grafite normal, ou seja, pode-se começar pelo lápis azul, passar o grafite e finalizar digital. Isso depende de você.

Mas se caso você não quer trabalhar com o lápis azul no papel, você pode criar uma camada não destrutiva de Hue/Saturation no Photoshop para aplicar a alteração de cor na camada básica. No exemplo abaixo, foi utilizado a camada Hue/Saturation sobre uma camada desenhada diretamente no Photoshop.

 

lapis_azul copy

 

3. Utilize grids

Para quem estudou design, seja gráfico, produto ou web, aprendeu sobre as escolas clássicas do design e como utilizavam a matemática para melhorar a composição de seus trabalhos. A partir de linhas e formas geométricas define-se a composição da mancha gráfica. Não há mistério, mas as regras são muito mais profundas do que aparentam. Minhas dicas: leia o livro Grid: Construção e desconstrução, do autor Timothy Samara e estude o trabalho do designer Walter Mattos. No exemplo abaixo está o grid que utilizei para o poster tipográfico da Nike.

 

grid

 

4. Aprenda sobre tipografia e lettering

Se você não possui uma formação formal em design, pouco provavelmente terá tido algum contato com esses termos. Geralmente designers aprendem sobre isso logo no início de sua vivência acadêmica. Tipografia é literalmente uma especialidade do design, afinal existem designers especialistas em criar tipos para uso comercial. Mas minha dica não é para você chegar a esse ponto, apenas entender a construção e a lógica das letras.

Com esse entendimento sedimentado fica muito mais fácil trabalhar com o lettering, mas você deve estar se perguntando: qual a diferença entre lettering e tipografia?

O lettering é o trabalho manual da tipografia, onde o artista/designer desenha à mão letra por letra. Sendo assim não existem regras exatas para kerning, espacejamento e outros itens. É tudo no cálculo visual, ou seja, “olhomêtro”.

 

type_sketches11

 

5. Use boards para apresentar

Uma coisa que aprendi com publicitários experientes: cuide da apresentação de suas peças. Ainda utiliza-se os clássicos boards impressos ou no meio digital com layout semelhante ao impresso.

Essa semana ao iniciar o e-learning de Direção de Arte da Escola Cuca, com o diretor de criação da TalentRodrigo Tórtima. Ele confirmou que Diretores de Arte devem aprender ferramentas de vídeo como Final Cut X ou After Effects. O motivo é simples, o novo estilo de apresentar ideias. Boards que são apresentados em vídeo, quase como uma pequena animação, são mais eficientes frente aos tradicionais impressos. A vantagem desse estilo é: apelo visual e exposição sucinta de ideias e a materialização das mesmas. Veja um exemplo de um board utilizado pelo Will em uma de suas apresentações à Miami Ad School.

 

A4_board_BMW_Will

 

Eaí, alguma dica que vocês não sabiam e será muito utilizada? Queremos também saber de vocês, tem alguma dica especial? Deixe seu comentário aqui para trocarmos umas ideias.

By | 2015-03-10T08:03:39+00:00 março 10th, 2015|Criatividade, Design, Publicidade|0 Comments

About the Author:

Business = Hustler, Designer = Hipster. CEO da Agência Elemento, um cara que ama conteúdo, aprendizado e New York City.