Construindo uma dinâmica efetiva de criação de identidade visuais

Uma marca eficiente começa sempre com uma identidade visual bem definida. Itens de apelo visual que retratem todos os valores da marca são de suma importância para uma construção relevante no futuro. Atualmente diversos profissionais se dizem capazes de realizar essa tarefa, muitas vezes ardilosa e mais do que isso, complexa de construção e sintetização visual. Bem, não acredite em todos, separe o joio do trigo.

 

Sobrinhos são sobrinhos, empresas com profissionais capacitados; bem, isso é outra coisa.

 

Não há possibilidade de se garantir um retorno financeiro direto em relação a construção de uma identidade visual, entenda isso.

O que geralmente existe, é o alinhamento entre a expectativa de sua audiência/mercado com o que sua imagem irá transparecer. Pensando nesses fatores, fica mais fácil entendermos que o alinhamento da sua identidade com os seus valores e assim como, com as expectativas da sua audiência, um projeto de identidade visual precisa levar uma diversidade de variáveis para alcançar o sucesso.

 

Para isso, precisamos entender a importância da construção de um processo lógico para o desenvolvimento para esse tipo de trabalho.

Vai contratar um profissional ou uma empresa para esse tipo de projeto para a sua empresa? O ideal é que você conheça a metodologia e lógica de trabalho.

Então vamos lá, irei demonstrar como é a abordagem desses projetos aqui na Elemento.

Identidade visual com um processo bem definido

 

1. Planejamento

Assim como toda tarefa e projeto que entramos, precisamos nos planejar, definir tarefas e prazos. Essa é uma fase tão crucial para o projeto quanto a parte prática de construção em software, por exemplo.

 

“Everyone needs deadlines.”
Walt Disney

 

2. Pesquisa

Pesquisar é o primeiro passo para o trabalho. Separe um tempo para entrevistar seu interlocutor. Saber das dores do negócio, por que te procuraram, quais os reais objetivos do projeto e como esperam alcançar os objetivos.

Nesse momento, seria interessante utilizar nossas dicas de construção de briefing.

 

3. Ouvir pessoas

 

Outro ponto importante é ouvir. Além de entrevistar o seu interlocutor, tire o dia para observar o comportamento da equipe de do cliente. Serve também para você, querido cliente, não se feche em seu casulo. Expanda seus horizontes, chame o profissional para passar o dia interinamente com sua equipe. Observe e ouça.

 

4. Observar concorrentes

 

Possivelmente nesse passo, você e o cliente já conversaram e já foram levantados concorrentes e referências. Observe como eles estão no mercado, desde atendimento ao cliente até a marca gráfica. Tudo é ponto de contato e pode influenciar no julgamento do seu trabalho.

5. Construção de personas

 

Um passo importante do planejamento é quando utilizamos todas as informações levantadas em reunião com o cliente, e construímos personas efetivas para marca. Aqui é um pouco de marketing no seu processo de design.

Defina as principais características do comportamento do cliente, seus problemas, dificuldades, anseios, medos, gatilhos de compra, motivações e outros fatores. Saber se o foco é B2B ou B2C também influencia.

 

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6. Crie um mind map

 

Mind map é uma ferramenta muito interessante para visualização de todos os caminhos que um projeto pode tomar. Aqui podemos focar no que realmente importa para o projeto e começar a desenhar caminhos criativos para o processo de design. É o primeiro passo do brainstorm, você pega todo aquele turbilhão de ideias que o seu cérebro começa a ter, pontos que você quer interligar e coloca isso no papel. Faz relações e indica caminhos a serem percorridos por toda a equipe criativa.

Pode começar a separar os pontos fortes e fracos, principalmente se está trabalhando num caso de redesign. Redesigns são complexos por se tratar de um trabalho de reconstrução, ou seja, você já tem um ponto de partida, uma história e o principal; pontos de contato entre público e marca. Saber como trabalhar, como contar histórias e principalmente, ser verdadeiro com o seu público pode ajudar – e muito – a sua construção.

 

Mas aí você me pergunta: “Quais as ferramentas que você utiliza para mind maps?” Eu te respondo: “Principalmente lápis e papel.”

 

Não é um determinado tipo de ferramenta que vai fazer o seu projeto alcançar mais ou menos sucesso; mas se você quer investigar mais sobre ferramentas que podem te ajudar a sujar menos as mãos temos alguns exemplos como: mindmeister, xmind, cmap tools e mural.ly.

 

7. Referências

Esse é um ponto que eu gosto bastante, e nas minhas observações de trabalho, sempre fizeram muita diferença. É o seguinte, referência é a gasolina do cérebro. Entendeu? E as referências que digo aqui não são apenas referências técnicas. O foco é abastecer o cérebro com imagens, textos e o que mais for relevante para te ajudar a projetar.

8. Moodboard ou Painel Semântico

Por aqui, muitos conhecem como painel semântico, que é uma dinâmica de branding e que pode ser uma ferramenta poderosa para lhe assessorar na construção da identidade visual.

painel semântico em ação

 

É uma das construções que mais gosto num projeto, independente de qual seja. Moodboards podem ser construídos com palavras em post its ou com recortes de imagens. Alguns fazem com recortes de revistas diversas, outros buscam diversas imagens pela internet e em suas bibliotecas pessoais. Por aí vai, o importante é fazer e aquecer seu cérebro para o momento de criação.

 

 

Até o momento focamos me mostrar como fazer painéis com imagens, mas existem também os que utilizam apenas palavras e também a mistura de ambos. O ponto focal nessa atividade é adjetivar a marca, mostrar quais são os principais pontos fortes através de adjetivos e após isso associar com diversas imagens ou palavras que ilustram esse adjetivo.

Após essa fase já sabemos quais formas, cores, estilos tipográficos podem casar no conjunto visual ideal para o projeto.

 

9. Rascunhos

Enfim, começamos com a parte prática. Aqui começamos novamente com papel e lápis, dedicamos tempo para os primeiros esboços. A ideia é limpar nossa cabeça, colocar no papel o máximo de combinações que temos referentes às informações levantadas no planejamento.

 

primeiros rascunhos do logotipo da agência elemento

 

10. Primeiras Ideias

As primeiras ideias geralmente são as mais “fracas”, pois encontram caminhos comuns e já percorridos em outros projetos que temos acesso em toda a web. O importante é persistir e colocar o máximo de ideias no papel, avaliar quais as melhores saída, tanto nos aspectos estéticos como técnicos. Aqui o importante é reduzir para 2, no máximo 3 opções para seguir um pouco mais o trabalho. Tendo essas opções passamos para o computador, digitalizando e inserindo em seu software de preferência.

A partir daí começa a construção racional, podendo utilizar grids, formas geométricas proporcionais, enfim, o que mais você precisar para deixar o trabalho da forma que deseja.

 

11. Finalização

Pronto, agora você precisa receber feedback do seu diretor de criação. Assim que tiver esse retorno e uma direção geral da equipe, eu me concentre-se na área indicada.

Nesse ponto, comece a brincar com cores e pense numa estética geral para ajudar a ter uma melhor idéia de como o produto final pode parecer, tendo em mente que deve ficar bem em preto e branco e em diferentes dimensões.

Experimente com diferentes tipografias, ou se preferir, faça o seu próprio lettering. Vai do que for melhor para o projeto. Experimentar com tipografias existentes pode te ajudar a economizar tempo e caso precise ser diferente do que tem nos tipos, transforme em curvas e altere as formas. Vetores tem esse poder.

Pronto, com isso pronto, utilize uma plataforma como Colour Lovers ou Adobe Kuler para construir a sua paleta de cores. Uma vez que tivermos um logotipo que esteja satisfatório, faça pequenos ajustes em suas dimensões, equilíbrio, posicionamento e cores.

Após isso basta finalizar seus mockups, montar o manual de identidade visual e fechar o projeto para aprovação.

 

Exemplos detalhados

Quer alguns exemplos de funcionamentos de redesign e demonstração do processo em diversas aplicações? Separamos dois casos realizados pela equipe de design da Nike Americana. Foram redesigns de logos de universidades tradicionais em disputas esportivas e no resumo desses projetos conseguimos observar como o processo foi bem estabelecido. Você pode conferir aqui como foram os projetos.

Separamos para exemplificar um pouco um resumo de estudo de caso feito pela própria equipe da Nike, que foi responsável pelo projeto da reconstrução da marca da Universidade do Estado da Flórida, na cidade de Tallahasee. Além disso, separamos também o resumo feito pelo site Under Consideration. Confiram os dois, estão em inglês mas o conteúdo é fantástico.

Agora, se você ainda não está convencido com os estudos de caso separados acima, temos também estudos realizados por um dos designers da equipe da Nike e também um estudo feito pela conceituada Fast Company. Ambos relativos a identidade visual da Universidade de Oregon. Confira os dois, apesar de também estarem em inglês, nada melhor do que ampliarmos nossos conhecimentos.

 

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By | 2016-06-07T22:50:30+00:00 março 28th, 2016|Design|2 Comments

About the Author:

Business = Hustler, Designer = Hipster. CEO da Agência Elemento, um cara que ama conteúdo, aprendizado e New York City.