Você se considera um bom conhecedor de marketing? Sabe o que é Social Branding? Se sim, então acredito que você já ouviu falar de branding e também de mídias sociais.

Bem, venho falando sobre essas duas disciplinas já faz um tempo.

Agora, se você está trabalhando na área de marketing digital e não possui um conhecimento sobre essas áreas, o sinal de alerta está ligado. Mas para não passar batido, vamos realizar uma breve revisão.

Branding é o conjunto de técnicas e ferramentas administrativas para auxiliar o crescimento de sua marca, de forma que sua mensagem fique gravada na memória das pessoas de forma positiva. Para se ter uma estratégia de branding eficiente é necessário tempo, dedicação e principalmente, transparência, para se comunicar com seu público.

Dessa forma é necessária uma dedicação para que haja o engajamento do público com a mensagem da marca. Isso deve se desenvolver de forma natural, construindo pontes entre sua marca e o público.

Como atualmente estamos vivendo a era das mídias sociais, quem descarta essas plataformas como a principal maneira de construir um relacionamento com o público, está falhando.

Dessa forma observamos o Social Branding agir.

Nesse artigo iremos falar sobre:

  1. O que é Social Branding;
  2. A importância de ser nativo;
  3. Por quê você deve investir;
  4. O que e como fazer.

Por isso continue rolando para a sua leitura ser completa e então poder entender como e o que é Social Branding, e de que forma pode elevar a relevância da sua marca e ampliar a experiência dos consumidores.

O que é Social Branding

O Social Branding é uma das maneiras de se trabalhar com linguagens que gerem percepções do seu público sobre a sua marca através das plataformas de redes sociais. Isso quer dizer que existem estratégias diferentes nessas mídias.

Como afirmado por Conrado Adolfo:

“na internet a propaganda dá lugar a publicidade, o marketing de interrupção dá lugar ao marketing de relacionamento, a comunicação de mão única dá lugar ao diálogo e a participação”

É a partir daí que entendemos a importância de uma série de ferramentas e estratégias serem altamente eficientes.

Seth Godin escreveu o livro Permission Marketing, nele conseguimos entender que agora quem manda é o consumidor. Ele escolhe quando está disponível e com vontade de ser impactado por sua mensagem; a maior prova disso é o crescimento de usuários em serviços de assinatura como o Netflix, que são livre de comerciais e também no número de usuários do AdBlock.

Nesse contexto, muitos estudiosos e profissionais se perguntam como vencer esse desafio.

Bem, digo que o mais importante é utilizar da capacidade de observar e entender onde está a atenção do consumidor e então ir para essas plataformas, de forma nativa.

Essa lição, aprendi com o Gary Vaynerchuk. Livros como The Thank You Economy e Jab, Jab, Jab, Right Hook foram essenciais para entender o contexto atual.

Entender que precisamos mudar a mentalidade existente anteriormente, pois até então nosso cérebro sempre esteve acostumado ao modelo da propaganda.

A mensagem era simplesmente despejada sobre o consumidor durante uma interrupção qualquer de sua programação. Agora a situação é outra, nós escolhemos à quais ofertas estamos sensíveis.

Dessa forma a comunicação de muitas marcas foram reinventadas.

Assim as redes sociais viraram um grande canal de mídia, onde marcas podem contar suas histórias, sensibilizar usuários, difundir produtos e serviços e também gerenciar o customer experience.

O que posso dizer é: se sua marca está nas redes sociais, isso é bom. Se está nas redes sociais e utilizando ativamente o storytelling, melhor ainda.

Aproveite a atenção do público nas telas móveis, comunique de forma eficiente e seja original.

Isso é o que é Social Branding.

A importância de ser nativo

Além de garantir o tão procurado awareness para a sua marca, o social branding pode também trazer benefícios para suas vendas.

Não é de hoje que sabemos que as pessoas compram de quem confiam, então nada como construir relacionamentos online (principalmente se utilizarmos a base de confiança).

O fato é que, ao adotar uma estratégia de brand awareness você não está mirando essencialmente no aumento de vendas, mas é possível que ela seja a sua estratégia dominada, enquanto o awareness é o dominante.

De fato, ao tomar conhecimento sobre a marca e os benefícios do produto ou serviço que você fornece, o consumidor é instigado a converter. Ele desejará conhecer mais sobre e o primeiro impulso dele será entrar em contato – tornando-se então um lead, um potencial comprador.

Por isso, as estratégias de Social Branding estão muito mais conectadas à geração de leads do que às vendas propriamente ditas.

Se analisarmos o que o australiano Simon Mainwaring, grande estudioso do tema, define como social branding; entenderemos que está conectado ao engajamentos das marcas e dos consumidores por um propósito maior; ou seja, literalmente as pessoas se conectam a você por conta da sua razão de existir, seu por quê.

Segundo dados da pesquisa da We First, organizada por Mainwaring, 76% das pessoas não veem problemas em marcas apoiarem boas causas e também lucrarem com isso. Dessa forma percebemos o quanto ações sociais são relevantes para o consumidor.

Mas novamente, vale lembrar, precisa ser honesta.

O consumidor tem um radar apurado para besteira e se sua marca fizer algo em busca de uma troca direta, o consumidor perceberá e possivelmente se afastará de sua mensagem.

De fato vale o questionamento: possível trabalhar as duas vertentes ao mesmo tempo? A resposta é: Sim!

Porém é preciso adotar duas correntes de discurso que atendam aos objetivos, sem perder o tom definido pela voz da marca.

Complicado? Na verdade não…

É só entender que mensagens com teor mais varejista tendem a converter vendas muito mais rápido quando existe alguma promoção ou vantagem especial nos canais de venda (loja ou e-commerce).

Quais os caminhos seguir para estabelecer uma boa estratégia?

Seja Rápido e Cordial

Uma simples resposta às interações sociais das pessoas, pode elevar fortemente a imagem de sua marca. Pesquisas demonstram que 77% das pessoas sentem-se ouvidas quando uma marca responde ao seu tweet.

Não ignore usuários: envolva-os

Sabemos que atualmente o poder de crescimento de uma marca está nas mãos dos usuários. Um simples tweet, post no facebook ou reclamação no Reclame Aqui; pode gerar um grande impacto nas marcas. Ignorar usuários pode ser fatal para sua marca, mas envolve-los pode ser incrivelmente benéfico.

Por exemplo, em 2014 a Starbucks convidou seu usuários a decorarem um de seus copos com artes customizadas, registrassem com fotos e enviasse um tweet com a #WhiteCupContest. O resultado foi mais de 4.000 inscrições em três semanas e muita atividade em suas mídias sociais, gerando uma relevância positiva.

Seja Verdadeiro

Pesquisas demonstram que 80% dos consumidores dizem que “autenticidade do conteúdo” é o fator mais importante quando estão considerando marcas para seguir. Apenas deixe-me lembrar a você, você é uma organização e negócios, é o que você faz. Mas as pessoas querem o máximo de realidade possível, hoje mais do que nunca.

É a mesma razão pela qual grandes marcas inserem celebridades para serem o rosto de sua campanha. Mas você pode conseguir isso também sem ter que zerar suas economias.

Deixe seus colaboradores, usuários e outras pessoas envolvidas com sua marca aparecerem e serem autênticos, você verá tipo de apoio e lealdade que você ganhará de seus consumidores.

Cuidado com a auto-promoção

O fato é que sua marca precisa gerar resultados – na forma de lucro, preferencialmente, vendas e crescimento de engajamento – o que é possivelmente o por que você está nas redes sociais. Você precisa se promover. No entanto, muita auto-promoção pode fazer mais mal do que bem. De acordo como um estudo feito pela Fractl a BuzzStream, 45% das pessoas deixarão de seguir devido o excesso de auto-promoção.

Também não precisamos nem falar que você precisa ter cuidado com seus esforços de automação de mídias sociais para fazer com que mais pessoas notem a sua marca. Se não for feito de forma correta, pode ricochetear.

Deixe o nome da marca consistente em todas as plataformas

De acordo com um estudo da SDL, baseado numa pesquisa com 1.800 millenials com idades entre 18 e 36 anos, consistência de marca é o fator mais importante para essas pessoas quando interagem com alguma marca: foi revelado que 60% das pessoas esperam uma experiência consistente das marcas. De acordo com o estudo, quando conectados com a marca, a maioria das pessoas não se importam com o canal ou dispositivo utilizado, mas eles não querem se sentirem confusos sobre o que eles estão interagindo.

Imagine-se tentando encontrar sua marca favorita no Twitter, por exemplo, e o tempo gasto apenas para descobrir que seu nome na plataforma é diferente do que eles utilizam em seu website e na sua página do Facebook. De acordo com Margot Bushnaq, CEO da BrandBucket, é a receita certa para o desastre:

“Não importa qual é o nome do seu negócio, alguém precisa ouvir e imediatamente pensar no domínio SeuNome.com e procurar por seu nome em canais sociais. Se você tiver nomes diferentes em diferentes canais, você perderá em tráfego direto e irá arriscar parecer amador ou pouco-profissional. Quanto mais você espera e utiliza nomes diferentes, mais difícil e mais caro torna-se a mudança tardia. Invista nisso logo no começo e tenha certeza que nunca cairá nessa armadilha.”

Use cores consistentes para sua marca em todas as plataformas

Assim como o nome da marca é muito importante, as cores também são. É um daqueles pequenos detalhes – e dos grandes – que tendemos a ignorar. No entanto, faz grande diferença. Um estudo da Universidade de Loyola descobriu que o uso correto das cores ajuda em 80% no reconhecimento de marca. Isso é especialmente importante quando usamos mídias sociais. Uma das atitudes que você mais deve evitar nas mídias sociais, são as cores conflitantes. Tenha uma utilização de cores bem consistente com sua marca.

Promova a oferta correta

Tem uma luz no fim do túnel. Quem disse que utilizar redes sociais não pode ser lucrativo para as marcas? Bem, pode ser. De acordo com um estudo da Microsoft, 48% das pessoas esperam que marcas os conheçam e ajudem a descobrir produtos e serviços que podem ajustar-se a suas necessidades.

Uma boa porção das pessoas que te seguem não apenas espera que você venda para elas, mas elas desejam que você faça isso. No entanto, a chave aqui é promover produtos que “se encaixe em suas necessidades”. É importante que você interaja regularmente com seus seguidores e até ocasionalmente pesquise eles e o que desejam.

Utilize seus perfis sociais para descobrir sobre seus clientes.

Documente, não crie

Com a explosão dos vlogs, uma coisa que ficou clara pra mim, foi que quem documenta sua jornada tende a conseguir resultados mais duradouros.

Não acredite? Então vide a qualidade das histórias contadas por Casey Neistat, Gary Vaynerchuk, Neil Patel e outros.

O que é Social Branding Casey Neistat mostrando o livro do Gary Vaynerchuk

A plataforma pouco importa, o importante é manter-se ligado aos itens que falei anteriormente, ser muito atento e disponível a aprender conforme vai fazendo.

Imagine quantos episódios da história do mundo se perderam no limbo pelo fato de não haver ninguém documentando. A primeira composição do Beatles, momentos de efervescência política em governos e por aí vai.

Nós humanos adoramos histórias, somos naturalmente contadores de histórias. Os que se dedicam a essa arte, se destacam.

Execute

Feito isso, divulgue sem moderação no ambiente online. As redes sociais são hoje os locais onde mais se vê o consumidor engajado por uma causa.

Estar presente nesse meio é fundamental para atingir quem mais precisa saber da sua causa: o público alvo da sua marca.

Conclusão

Entender o que é social branding vai além de simplesmente saber o que é esse conceito que cresceu muito nos últimos anos.

Construir marcas não é uma técnica recente, existe desde que o mundo dos negócios existe e é a principal forma de diferenciação entre empresas do mundo inteiro. O importante é estar atento às mudanças que ocorrem no mercado, com o consumidor e com as mídias.

O que você tem feito para construir relevância de marca para sua empresa?