Invisto metade do meu tempo em conteúdo para o meu negócio. Veja por que você deveria fazer o mesmo.

Não tem muito tempo que o mundo corporativo parou para ouvir o que empresas e consultorias vem falando sobre um tipo de estratégia no marketing.

O Conteúdo.

Com o crescimento astronômico de bloggers e vlogger, como Casey Neistat, alcançando o status de estrela, muitas empresas pararam para analisar o que essas pessoas fazem de diferente.

Você pode até discordar, mas a comunicação como a conhecemos vem vivendo uma crise. Não apenas nos formatos, mas, principalmente, pela mudança na forma de distribuição.

Gary Vaynerchuk afirma que essa é a maior mudança que vivemos desde a invenção da imprensa, por Gutenberg.

E onde está sua empresa nesse contexto? Ainda acreditando que anúncios no jornal e spots na televisão serão o suficiente para dar a relevância necessária a sua marca? Qual história conta?

Enquanto há uma queda constante da audiência na tv aberta americana, CBS caiu 42%, a Fox 35%, a ABC 32% e a NBC 27%, a Netflix vem alcançando crescimentos cada vez maiores. Estando presente em aproximadamente 75 milhões lares pelo mundo, no final de 2015.

Mas o que isso tudo teria haver com minha estratégia de conteúdo?

Simples, se você entender a psicologia por trás desses números, entenderá que agora a forma de se comunicar não é mais através da interrupção.

A queda na audiência traz queda no faturamento, pois, diminuirá anunciantes. Afinal, quem quer anunciar numa mídia que lhe retorna menos do que seu investimento?

Isso cria um ciclo vicioso para os conglomerados de mídia, mas uma enorme oportunidade para a sua estratégia de marketing.

Sim, essa queda nos apresenta duas oportunidades para sua empresa:

  1. Vá para onde a atenção das pessoas está, ou seja, dispositivos móveis. Produza conteúdo nas plataformas mais acessadas (YouTube, Facebook, LinkedIn), mas cuidado, seja autêntico e pertinente, ok?
  2. Os valores de investimento em mídia sofreram uma virtual queda nesses setores, o que lhe abre um precedente incrível para negociação; afinal, não querem continuar a perder clientes e nem desperdiçar novos negócios.

 

uso de telas pelos millennials televisão não é mais prioridade

 

O que talvez muitos executivos ainda não perceberam é que o dinheiro mudou de mão, e hoje, nós, millennials,  somos a maioria da população economicamente ativa.

 

população economicamente ativa millennials e outras gerações

 

E para ser efetivo e vender para nós millennials, é preciso falar nossa língua, e para falar nossa língua, é preciso nos conhecer. Entender o que nos aflige e o que queremos para o futuro.

perfil dos millennials no brasil

 

os millennials do brasil e a crise

 

a nova cara do consumo com os millennials

 

Então, pergunto de novo, como está sua estratégia de conteúdo?

 

Sempre testando, conteúdo para a Elemento

Se você se pergunta o que ele está falando. Com qual case ele pode apresentar para nos falar de conteúdo.

Bem, posso falar da minha própria empresa.

Em 2014, sem ter um ano de operações, iniciei o braço de conteúdo da Elemento. A ideia sempre foi (bem, ainda é) educar potenciais clientes através do conteúdo.

Naquela época não havia equipe estruturada, nem um bom número de seguidores nos perfis sociais. O tráfego orgânico? Piada.

Nosso gráfico era exatamente como está abaixo. Zerado.

 

analytics elemento em 2014 sem investimento em marketing de conteúdo

 

Mas junto da ideia veio o trabalho, a migração de conteúdo já existente em outras plataformas e a organização de uma pauta; assuntos que poderiam cobrir no blog.

Não havia uma frequência, nem uma equipe. As visitas beiravam ao nada mensalmente. Assim, entrei no ritmo ainda em 2015, e, aos poucos, o conteúdo foi crescendo em audiência.

A busca por parcerias e a escrita com um pouco mais de frequência me ajudou a entrar como colunista no maior blog de design do Brasil, o Design Culture.

A partir daí estratégias de link building foram estruturadas, SEO começou a dar resultados e com o tempo, disciplina e consistência; os resultados estão abaixo.

 

analytics elemento marketing de conteúdo 2016 2017 começa o crescimento real

 

Hoje, o crescimento orgânico já está alcançando excelentes números, representando 40% do total do meu tráfego. Aliado a isso estão estratégias de link building e conteúdo social.

 

analytics crescimento do tráfego orgânico Elemento

 

Com esse crescimento, já tive contatos de diversos prospects, além de ter tido parcerias de conteúdo com o Canva, Vitamina Publicitária, Design Culture (ainda sou colunista) e outros guest blogging.

Então, pensando por esse lado, o que você está esperando para investir em conteúdo para o seu negócio?

Não tem tempo? Não tem equipe? Não consegue produzir?

Minha recomendação sincera, terceirize. Mas faça, e com qualidade.

Ajuda para estruturar uma boa parceria não faltará. A internet tem muito conteúdo, basta procurar.

Para se ter uma breve noção, o Content Marketing Institute, realiza anualmente uma pesquisa de sobre marketing de conteúdo em estratégias B2B.

 

Vejamos alguns dados:

  • 32% das empresas B2B tem sua estratégia de marketing de conteúdo documentada
  • 1/3 das empresas estão em estágios iniciais, e outros 1/3 alcançaram a maturidade.
  • Enquanto a maior parte das estratégias de marketing B2B alocam apenas 28% de seu orçamento para conteúdo, empresas maduras separam 42-46% para esse destino.
  • Geração de leads (85%) e consequentemente vendas (84%) são os pontos quentes para os próximos 12 meses
  • Nos últimos seis anos as métricas mudaram, ficaram mais detalhadas. As mais importantes são qualidade do lead (87%), vendas (84%) e taxas de conversão (82%)
  • 72% dos profissionais acreditam que o foco ainda será em produzir conteúdo engajador, que inicie uma discussão/conversa
  • 88% dos entrevistados utilizam marketing de conteúdo em suas estratégias de marketing B2B
  • Rede Sociais (93%) ainda lideram as estratégias de conteúdo, seguida por Estudos de Caso (82%), Blogs (81%) e e-mail marketing (81%). Vídeo (79%) vem crescendo de forma exponencial, com altíssima tendência de crescimento nas redes sociais.
  • LinkedIn (94%) e Facebook (84%) estão entre as plataformas favoritas para B2B, tendo ainda o Twitter (91%) entre eles.
 Logo, em posse de todos esse dados sobre marketing de conteúdo, millennials e canais de mídia, novamente eu faço uma pergunta: o que está esperando para começar a investir em conteúdo na sua empresa?

 

Obviamente, não vá fazendo sempre o conteúdo com aquele cunho “Ciro Bottini”, afinal, não importa a mídia; ninguém suporta excesso de apelação varejista.

Fale de seus diferenciais, sua proposta de valor, sobre sua empresa e a experiência de fazer negócio com ela.

Seja legal, diferente, fale a língua da internet.

Mas aposto que você, gestor, está se perguntando: “em quanto tempo esse investimento me trará retorno?

Já adianto, tenha paciência.

Conteúdo é trabalho de formiguinha. É preciso consistência e persistência para que algo de real valor seja construído; e essas coisas não se constroem do dia para a noite.

Outra dica é teste, sempre. Erre e se deixe errar, ao aprender, corrija o mais rápido possível. Mas não se deixe abater por deslizes ou críticas.

Todos erram e estar na internet é isso. É estar exposto em sucessos extremos e em fracassos também.

Mantenha o foco.

 

Conclusão

Após esse artigo, em que apresentei todo o percurso que você pode seguir para começar com o estratégias de conteúdo para sua empresa, basta estudar e aplicar isso no dia-a-dia dela.

Construir relevância de marca hoje em dia passa muito mais por pertinência e informação do que interrupção e altas verbas.

Aproveite todos os dados que aqui apresentamos, construa um bom calendário de postagens, faça uma lista de tópicos que sua pauta pode abordar. Trace seus objetivos, meça seus KPI`s.

Lembre-se: conteúdo também é marketing e precisa ser medido. O que não se mede, não se gerencia.

O que mais lhe atrai nessa nova forma de distribuição do marketing? Para se manter sempre bem informado com novidades, assine nossa newsletter e receba diretamente em seu e-mail.

By | 2017-02-20T23:15:53+00:00 fevereiro 9th, 2017|Business, Marketing|2 Comments

About the Author:

Business = Hustler, Designer = Hipster. CEO da Agência Elemento, um cara que ama conteúdo, aprendizado e New York City.